
Paysandu evolui em ranking internacional
Matéria onde o Paysandu é citado como o time que mais evoluiu no planeta em 2003.
Fonte: http://www.us.terra.com/tecnologia/interna/0,,OI171361-EI2000,00.html
03 de abril de 2003, 21:43
Paysandu evolui em ranking internacional
Rio - De acordo com a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), o Paysandu é o time com a melhor performance do mundo, na atualidade.
O Papão, com as últimas conquistas e de sua campanha nas competições nacionais e internacionais, deu um enorme salto no ranking mundial de clubes, passando da 416ª para a 181ª posição. No Brasil, está entre os dez melhores, ocupando a nona colocação. A equipe bicolor também possui o melhor aproveitamento de pontos da história da Libertadores, principal competição da América do Sul. Vale lembrar que é a primeira vez que o Papão participa da Libertadores.
Nenhum clube do mundo conseguiu subir, em tão pouco tempo, 235 posições. Os números da IFFHS consideram apenas os times da elite do futebol mundial, nas principais competições nacionais e internacionais. Depois da goleada de 6 a 2 sobre o Cerro Porteño, do Paraguai, que assegurou a liderança do time no grupo 2 da Libertadores, o site do clube entrou em pane diante de mais de 20 mil tentativas de acessos simultâneos.
Os dados revelados pela IFFHS lembram que nenhum clube do Brasil conseguiu, até aqui, alcançar um aproveitamento de 90% nos cinco primeiros jogos disputados pela Libertadores, o que garante um índice recorde ao Paysandu, com quatro vitórias e um empate.
O máximo conseguido anteriormente era de 70% de aproveitamento. Já no ranking da Libertadores, o Papão superou equipes que já foram finalistas da competição, como o Universidad Católica, do Chile e o Sporting Cristal, do Peru.
O gol mais rápido do mundo
Uma das maiores façanhas no mundo do futebol em todos os tempos, o gol mais rápido do mundo, até o momento, foi realizado por um atleta do Paysandu.
Após apenas 2 segundos do primeiro tempo ( isso mesmo, 2 segundos ), o atleta camisa 9 do time do Paysandu, Vital Filho, marcou um gol histórico. O jogo foi realizado em Belém, no Estádio Leônidas Castro, às 21h00, no dia 04 de junho de 1997.
Apesar da súmula oficial do jogo constar 2 segundo, a televisão mostrou que o gol foi realizado em 4 segundos, o que não impede de ser, de fato, o gol mais rápido do mundo.
O jogo era entre Paysandu x Santa Rosa, válido pelo campeonato paraense de 1997.
1947 - O Pentacampeão Invicto
Treinado inicialmente por Alfredo Gama e nos jogos finais por Nagib Coelho Matni, o Paysandu conquistou o título de pentacampeão paraense de futebol, na temporada de 1947, no maior feito de sua história de participante do certame. O "Esquadrão de Aço" realizou explendida campanha, sagrando-se campeão invicto, e por antecipação, ao derrotar o Clube do Remo por 2x0 em seu penúltimo compromisso na tabela, na data de 21 de dezembro de 1947.
O "Papão" jogou 8 partidas, com 7 vitórias e um empate. Seu ataque marcou 27 gols e sua defesa deixou passar somente 7 bolas, com saldo de 20 gols. O grande centroavante Hélio foi o artilheiro do Paysandu e do campeonato com 11 gols. Sóia fez 4, Rivas, 4, Dengoso, 2, Hosana, 2, Brias, Guimarães, Adimar e Conde (zagueiro da Tuna), contra, 1 gol cada.
O time base da campanha e que jogou a penúltima partida foi este : Aluízio, Bendelaque e Rafael Bria; Pedro, Manoel Pedro e Taco; Hosana, Dengoso, Hélio, Guimarães e Soiá. Tomaram parte na conquista do penta estes outros atletas : Simeão, goleiro, Anthenagoras e Jesus, zagueiros; Adinamar, médio; Farias, Aracati e Rivas, atacantes.
Na partida final, contra o Transviário, vitória do 'Esquadrão de Aço"por 9 a 1, os atletas do Papão receberam as faixas de campeões. A diretoria pagou a cada atleta o "bicho" de Cr$1.000,00, e numa campanha entre os torcedores arrecadou-se uma boa soma, que deu a cada atleta mais Cr$500,00 de prêmio.
O Paysandu recebeu o Bronze "Belas Vitórias"oferta de uma firma de Belém do Pará.
Eis a campanha realizada:
18/05/47 - Paysandu 4 x 2 Tuna Luso
15/06/47 - Paysandu 6 x 1 Júlio César
20/07/47 - Paysandu 2 x 1 Transviário
14/09/47 - Paysandu 1 x 1 Clube do Remo
19/10/47 - Paysandu 3 x 1 Tuna Luso
09/11/47 - Paysandu 2 x 1 Júlio César
21/12/47 - Paysandu 2 x 0 Clube do Remo
27/12/47 - Paysandu 9 x 1 Transviário
Quando da realização da primeira partida do Paysandu contra a Tuna, morreu o torcedor Clementino Nazaré Monteiro, que não agüentou tanta emoção, deu um salto e caiu fulminado pelo coração.
Uma espinha na garganta dos azulinos
Para muitos, foi a maior vitória alcançada pelo Paysandu em toda sua história, os 7x0 sobre o Clube do Remo. Realmente, vencer um clássico como o Paysandu x Remo por um placar tão grande, em jogo de Campeonato não deixa de ser um fato significante, ainda mais se levarmos em conta a grande rivalidade existente entre os dois grandes clubes paraenses.
A vitória de 7 x 0 do Paysandu sobre o Clube do Remo ainda hoje é lembrada por todos como se tivesse acontecido ontem e já são passados mais de 50 anos daquela partida, sem que se repita outro placar igual entre as duas equipes.
É bom lembrar os 7 x 0, lendo-se a descrição de "A Vanguarda".
Súmula:
Paysandu 7 x 0 Clube do Remo
Data : 22 de julho de 1945
Representante da FPD: Tenente Euclides Rodrigues (Júlio César E. Clube).
Campo: Antonio Baena (Remo)
Juiz: Alberto Monard da Gama Malcher
Bandeirinhas: Antonio Francisco Monteiro e Madson Leite Vasconcelos
Renda: Cr$ 25.000,00
Caráter: 1o Turno do Campeonato Paraense de Futebol da 1o divisão de 1945
Paysandu: Palmério, Izan e Athenagoras; Mariano, Manoel Pedro e Nascimento; Arleto, Hélio, Guimarães, Farias e Soiá.
Remo: Tico-Tico, Jesus e Expedito; Mariosinho, Rubens e Vicente; Monard, Jiju, Jango, Capi e Boró.
1o Tempo: Paysandu 1 x 0 Hélio aos 37 minutos;
2o Tempo: Paysandu 2 x 0 Farias a 1 minuto;
Paysandu 3 x 0 Soiá aos 4 minutos;
Paysandu 4 x 0 Soiá aos 9 minutos;
Paysandu 5 x 0 Soiá aos 20 minutos;
Paysandu 6 x 0 Hélio aos 24 minutos;
Paysandu 7 x 0 Nascimento aos 44 minutos;
Anormalidades: Expulsos Arleto e Vicente, aos 43 minutos do 1o tempo.
ALVI-AZUIS DERAM BAILE
(A Vanguarda, 23.07.45)
Quem apreciou a peleja de ontem desde os seus primeiros minutos há de ter notado o fracasso absoluto, total, decepcionante, que constituiu a esquadra do Remo no segundo período, após ter realizado um promissor primeiro tempo, dando sérios trabalhos a defesa do Paysandu para com a ausência de um só elemento, entregar-se de maneira envergonhante, humilhando-se frente ao seu adversário de todos os tempos , o Paysandu.
O marcador final não diz absolutamente o que foi o primeiro período da luta, quando escoou-se o tempo com uma bola apenas de diferença e destacava-se no conjunto dos times que iríamos assistir um belo espetáculo futebolístico, que, se não mostra-se técnica, apresentava pelo menos vibração e entusiasmo.
Tal não se deu, entretanto. O Remo, com um "Buraco" na linha média resultante da saída de Vicente, entregou-se logo nos primeiros minutos do segundo tempo. E a turma da Curuzu não conversou. Tirou partido da situação, como qualquer um faria. Meteu gol, e muito. Depois procurou debochar, humilhando ainda mais o time de Antonio Baena que deixou-se abater por alto escore, numa verdadeira debacle para todo onze.
Apreciação da luta
Quando Malcher deu início ao prélio, os quadros procuraram a se empregar de maneira admirável. Com técnica restrita, mas com disposição de pelo menos, fazer uma boa demonstração de fibra. O Remo passou a fazer pressão séria. Forte. E o arco de Palmério passou por maus bocados, pois, nada menos de dois escanteios foram dados, seguidos por uns "melés" seríssimos, que quase abriram a contagem. O público azulino passou a vibrar de entusiasmo. Notava-se mais harmonia e mais direção no quadro alvi-azulino, mais harmonia e mais direção no quadro alvi-azul, mas a gente remista estava possuída de maior vontade. Parece que, não confiando em sua produção física, os atletas remistas davam tudo nos primeiros momentos, para consolidar a vantagem nos minutos primeiros, esquecidos talvez de que o jogo é atuado em 90 minutos.
Entretanto, a pressão do Remo, não nada para o "placard" pois só uma bola foi atirada ao arco, em arremate de Jiju que bateu na trave lateral.
O quadro alvi-celeste não se entregava, porém. Apesar do embaralhamento de certos momentos da defesa. Izan policiava Jango de maneira espetacular e Nascimento atuava um pouca recuado para auxiliar Athê.
Em 30 minutos de luta, o Remo fez maior pressão, ainda. Atacava em denodo, procurando embaralhar os adversários da defesa. Mas, com o arremesso de Farias a Arleto, o ponteiro direito do Paysandu que atuava em forma esplêndida, chamou Expedito e deu alto a Hélio. O centroavante pulou com Jesus no lance. A bola caiu-lhe nos pés e Hélio arrematou sem apelo. Era a abertura da contagem.
Após o lance de Hélio com a partida quase no final do primeiro tempo, Arleto e Vicente trocaram "impressões". Foi um lance rápido, esse do médio remista e do ponta alvi-azul. Não vimos a razão, pois o jogo se desenvolvia em outra parte do gramado e foi "sururu" sem bola. Nem mesmo Malcher Filho apercebeu-se do incidente, senão depois, quando as autoridades envadiram o campo para conter os dois jogadores. Serenados os ânimos, ambos foram expulsos de campo, já com a primeira parte da pugna em seus minutos finais.
No segundo tempo, o Remo cometeu a pior "gafe" para um quadro futebolístico. Ao invés de cobrir o claro deixado por Vicente na linha média com qualquer jogador de ataque, persistiu em continuar com dois homens na intermediária e cinco na linha. Se a saída de Vicente iria a deixar um autêntico "buraco" técnico, a não inclusão de outro jogador no lugar do excelente médio pôs a defesa andando às tontas, com o barco dando "água" de um lado.
Para o Paysandu, aquilo foi de "colher" naturalmente. E, com apenas 1 minuto de jogo, Farias aumentou a contagem. Mais tarde, passados uns cinco minutos, outro tento do Paysandu. Era a consolidação da vitória. Passaram os alvi-azuis a dar "baile". Baile com música e tudo, como se diz na gíria. Todos os ataques pela direita com Farias fazendo de extrema e meia. Expedito parou. Era impossível atuar sozinho, mormente tendo em vista que o grande zagueiro ressentiu-se da atuação de Jesus. Foi uma debacle do Remo. O Paysandu passou a dominar o seu antagonista, não procurando encurralá-la mas abrindo o jogo para mais se fazer sentir o "claro" da defesa azul escura, e com isso, veio o quarto tento, o quinto, o sexto, o sétimo, feito por Nascimento após fintar três adversários dentro da área. Ninguém mais se entendia no quadro remista. Tontos , completamente tontos, os atletas da camisola azul-marinho.
Marcou a peleja de ontem, não só uma decepcionante atuação dos azulinos, mas, também, o maior escore até hoje verificado na história do "Clássico dos Clássicos". 7 x 0 foi muito, não há dúvida. Mas, acontece que o Paysandu tirou partido da situação. E, daí, o valor do quadro da camisa bicolor que ontem reabilitou-se amplamente no conceito de seus inúmeros admiradores. Foi uma autêntica goleada. Mesmo sem um futebol cem por cento, o Paysandu levou a melhor de maneira a não deixar dúvidas.
Com a vitória de ontem, o Paysandu deu mais um passo à campanha do tetracampeonato paraense de futebol.
OS QUADROS
Time do Paysandu está fazendo a defesa cerrada. Mesmo ainda nos primeiros passos, o quadro campeão já demonstra melhor produção do que nos dois jogos atrás. Nota-se uma defesa mais homogênea e um ataque pecando em certos momentos pelo "catedratismo", mas positivo e capaz de grandes arrancadas. Palmério, ontem, não teve trabalho. Mas no primeiro tempo em que predominou forte pressão azulina, o goleiro do "Papão" não teve tempo de se exibir. Izan fez a melhor partida em toda sua vida futebolística. Anulou Jango, não dando oportunidade ao comandante remista de fazer um só arremesso.
A linha média, homogênea. Na turma da vanguarda, sobressaíram todos, inclusive Hélio, voltando a forma aos poucos. Arleto estava em dia de gala. Guimarães foi o cérebro do ataque.
O time do Remo pecou por apresentar Mariozinho e Rubens na linha intermediária. O primeiro, um médio de poucos recursos e o segundo, fora de forma física. Caindo de produção no segundo tempo, Rubens comprometeu. Tico-Tico falhou em inúmeros lances. A zaga, fraca. Na vanguarda do Remo, apenas Capi dava combate e Monard demonstrava boa vontade. O resto nulo. Jango comprometeu.
A ARBITRAGEM DE MALCHER
Malcher atuou bem. Não foi culpado do incidente Vicente/Arleto. Malcher procurou evitar o jogo violento e conseguiu, de certa maneira. Teve algumas falhas, mas que não tiveram influência no marcador final e nem no cômputo geral de sua arbitragem que foi honesta e criteriosa.
Fonte: "A História do Paysandu Sport Club 1914 - 1995"
Autor: Ferreira da Costa

Águia 2 x 1 Paysandu