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12 de Janeiro de 2022

Belém 406 anos e os quatro cantos favoritos da Fiel

É impossível falar de Paysandu sem lembrar de Belém. A metrópole da Amazônia e casa do maior clube do Norte completa, nesta quarta-feira (12), 406 anos de muito charme, beleza e Payxão. Banhada pela baía do Guajará e protegida por Nossa Senhora de Nazaré, a Cidade das Mangueiras tem seus próprios charmes e encantos, como a chuva de final de tarde e as barraquinhas de comida típica em cada esquina. De belos locais, como o Mercado Ver-o-Peso, a ilha do Combu, o Forte do Castelo, a Estação das Docas, entre outros mais.  Mas em meio a tantos lugares na cidade morena, para o torcedor bicolor, quatro cantos são especiais: A Curuzu, o Mangueirão, a Sede Social e a avenida Visconde de Souza Franco, popularmente conhecida como Doca.

Localizado na avenida Almirante Barroso, no bairro do Marco, o Estádio Leônidas Sodré de Castro, vulgo Banpará Curuzu, é a casa da Fiel Bicolor desde de julho de 1918. No caldeirão, o Paysandu obteve as conquistas de Série B de 2001 e da Copa Norte, em 2002. A força do Paysandu dentro de Belém é tão intensa que durante a campanha do bicampeonato da segunda divisão nacional, o time se manteve invicto na Curuzu. Com capacidade para 16.224 torcedores, o caldeirão bicolor presenciou dias memoráveis, como a vitória sobre o Peñarol-URU e o gol agônico de Zé Augusto contra o Águia.

Para a torcedora Roberta Souza, morar na capital paraense e torcer pelo maior campeão da Amazônia é uma honra. “Quando perguntam sobre a importância da Curuzu e Belém para mim, me veem muitas coisas na cabeça, como as chuvas tradicionais da tarde de Belém em que eu estava na Curuzu. Meu primeiro jogo na Curuzu foi em um domingo à tarde, onde Paysandu ganhou de 4 a 0, com direito à chuva. A Curuzu, para mim, é mais que o estádio do meu time do coração, é a minha segunda casa, assim como Belém. Todo jogo no caldeirão bicolor é uma emoção, praticamente a mesma coisa que ver um pôr do sol na Estação das Docas, sem falar da sensação que foi ir para a Doca comemorar o título de bicampeão da Copa Verde. São tantas histórias vividas nessa linda Belém e na minha amada Curuzu, que me sinto uma pessoa lisonjeada por viver nesses lugares incríveis”, exaltou.

O Paysandu faz parte da história da capital paraense

Um gigante sediado no âmago da avenida Augusto Montenegro, com capacidade para 45 mil pessoas. O Estádio Jornalista Edgar Proença, ou simplesmente Mangueirão, é a maior praça esportiva do Estado. Foi lá que Papão jogou toda sua campanha da Copa dos Campeões em Belém e conquistou o título da Copa Verde 2018 também, além da primeira taça da Série B. E em 2003, foi o estádio onde o Paysandu mandou seus jogos pela Taça Libertadores da América, sendo o único time do Norte do Brasil a conseguir tal honraria.

Vale ressaltar que dos cinco maiores públicos do estádio, quatro têm a presença da Fiel, sendo três como mandante da partida, e o maior público fora clássico, que foi na vitória diante do Fluminense-RJ, por 2 a 0, em 1998, diante de 60 mil pessoas.

Para o bicolor Alexandre Charchar, o Mangueirão é sinônimo de glória. “O estádio me trouxe muitas jornadas como torcedor do Paysandu Sport Club. É algo lindo ver todo aquele mar alviceleste indo a caminho do Gigante da Augusto Montenegro, e ver como é maravilhoso ser Paysandu. Como é gratificante ser paraense. O Mangueirão é nosso, é do Paysandu”, ressaltou.

Os maiores públicos do Mangueirão são do Papão

Bem no meio de umas das avenidas mais tradicionais e conhecidas da cidade, a Nazaré, a Sede Social do Paysandu Sport Club é uma das atrações para quem transita por lá. Durante o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a Santa é conduzida pela via e, consequentemente, passa em frente ao local, sendo passagem durante a procissão. É muito comum que fiéis bicolores que estão em seu momento de fé também intercedam pelo Paysandu quando passam na frente da Sede, como o torcedor Otávio Fernandes. “Eu, sempre que posso, vou à procissão para renovar meus votos de fé. A Mãezinha sempre está me abençoando com meus pedidos. Gosto sempre de interceder pelos meus entes e amigos pedindo proteção e saúde, e quando passo na frente da sede do Papão, peço para continuar dando vitórias para o nosso amado clube. O Círio é uma festa linda, tanto que até quem não é católico se emociona, e só tem na nossa Belém. Mais um dos inúmeros charmes da nossa cidade”, destacou.

A Curuzu foi palco de grandes títulos, como Série B e Copa Norte

Ponto de encontro dos bicolores após uma conquista importe, a Doca vira um verdadeiro mar alviceleste. Na avenida Visconde de Souza Franco, as festas costumam durante a noite toda com muita cerveja e som alto. De todos os títulos comemorados ali, talvez um seja dos mais emblemáticos para a Fiel: a Copa dos Campeões de 2002.

Quando Luís Fernando bateu o pênalti que deu o título inesquecível para toda a torcida bicolor, Belém explodiu. “Eu vi o jogo na casa de um amigo, em São Brás, e quando acabou foi choro e comemoração para todo lado. Na mesma hora, eu e mais três amigos nos mandamos para a Doca. Eu já estava com umas (cervejas) na cabeça, e lá exagerei de vez. Não conseguíamos nem andar de tanta gente que tinha. Dos lapsos que me lembro daquela noite, uma das poucas coisas que me lembro é me jogar em uma carroceria de um carro que estava lotado de cerveja. Não sei o que deu em mim, só pulei. Depois do nascimento dos meus filhos e do meu casamento, aquele foi o dia mais feliz da minha vida, até porque no ano seguinte ia ver meu clube na Libertadores. Foi um momento ímpar. Eu voltei algumas vezes lá para comemorar, como os títulos da Copa Verde, mas igual àquela noite não teve igual. Muito mais que um ponto de comemoração, a Doca é um dos pontos mais lindos e importantes de Belém, pois ali liga vários pontos da cidade. Um lugar que só a minha amada Belém pode dar”, detalhou o torcedor Marcos Diniz.

A Sede Social bicolor está no corredor do Círio de Nossa Senhora de Nazaré

Belém é muito mais que a cidade que abriga o maior clube do Norte, é um lar único e singular para todos que vivem e nasceram na metrópole da Amazônia. Uma cidade recheada de cultura, lazer, culinária e uma gente acolhedora que te faz sentir que aqui é seu lugar. Seja numa tarde com chuva na Curuzu, ou se jogando numa carroceria lotada de cerveja na Doca, cada um tem seu momento guardado em algum lugar na Cidade Morena. Seja no pôr do sol único que tem na Estação das Docas, ou nós melodys que varam a noite no Jurunas. São 406 anos de orgulho para os seus cidadãos. São 406 anos de amor a capital do Pará.

Feliz aniversário, Belém. Uma pequena homenagem do Paysandu Sport Club à sua cidade natal.

Texto: Daniel Aragão
Imagem: Arquivo/Paysandu


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